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11 julho, 2013

Os sete pecados na gestão de recursos.

Quais seriam as principais falhas praticadas pelos administradores de recursos em seus processos de
investimento?
Ao procurarmos o significado de “perene” no Google nos deparamos com “o que se conserva durante muito tempo; duradouro”. O sonho de qualquer analista é escrever algo que permaneça válido por longo tempo. Logo, perene. Contudo, não é uma tarefa fácil. A maior parte das corretoras tem preferido o antônimo: “transitório, provisório” — relatórios com abordagem no curto prazo, cujos maiores exemplos são aqueles voltados para a análise do resultado trimestral. Nem mesmo o preço-alvo das ações, teoricamente menos volátil por representar seu valor intrínseco, passa incólume, variando conforme a conjuntura.
James Montier parece ter conseguido escrever algo atemporal. Dia desses um amigo me enviou o relatório “Seven Signs of Fund Management — A behavioural critique”, da corretora Dresdner Kleinwort Wasserstein (DrKW), título que inspirou o nome deste artigo. O relatório foi publicado no já distante 18 de novembro de 2005, antes da crise do subprime, portanto.
Os sete pecados elencados são os seguintes:
1) Estimativas — projetar os resultados das companhias ou das variáveis macroeconômicas é tarefa complexa. O grau de acerto é baixo. Então por que as projeções continuam sendo usadas e são peça chave da decisão de investimneto? Porque o consenso de mercado cria a ilusão de um "porto seguro" em um mundo incerto.  Por isso, o investidor não deve se basear exclusivamente no preço-alvo ou na estimativa futura do lucro. Vejo o método do fluxo de caixa descontado, a métrica mais usada pela análise fundamentalista, mais como uma ferramenta para entender a dinâmica da companhia do que para fornecer o valor final e definitivo da empresa e de sua ação. Serve, por exemplo, para observar como se comportam os resultados da companhia quando alteramos algumas variáveis como o preço de um insumo ou o câmbio.
2) A ilusão do conhecimento — se o mercado é eficiente, o único meio de obter retorno superior é obter mais informação e conhecimento sobre o futuro. Parece intuitivo. Mas o cérebro humano possui limitada capacidade para lidar com muitas informações. Além disso, o excesso de conhecimento gera outro problema: aumenta a confiança sem que gere melhora do resultado final.
3) Reunião com companhias — esse ponto talvez seja o mais controverso, pois diversas gestoras de recursos incluem a reunião com a administração como peça-chave no processo de investimento. Montier tenta desqualificar esta estratégia. Primeiro, mais informação não significa melhor informação. Segundo, os executivos das empresas sofrem de ilusão cognitiva. Segundo a pesquisa Duke Survey of CFO, os executivos são mais otimistas com as estimativas para suas próprias empresas do que com aquelas relacionadas à economia. Além disso, geralmente acreditam que os papéis de suas empresas estão subavaliados. No quarto trimestre de 1998, pouco antes da bolha da internet, 90% dos diretores financeiros das empresas de tecnologia acreditavam que suas ações estavam negociando abaixo do valor justo. Difícil não traçar um paralelo entre estes dados e a visão dos executivos da OGX alguns anos atrás sobre os resultados futuros da companhia. Por fim, há uma tendência para procurarmos informações que confirmem nossos pensamentos e as gestoras geralmente fazem visitas às companhias nas quais estão mais inclinadas a investir. Nesse contexto, será que elas são realmente isentas para uma correta avaliação?
4) A crença de que somos mais espertos do que a média — levante a mão quem se considera pior do que a média?
5) Horizonte de curto prazo e excesso de giro — embora a maioria das gestoras defina-se como investidor fundamentalista de longo prazo, a realidade não é essa. Segundo Montier, o período médio de manutenção das ações na New York Exchange  é de 11 meses. Difícil acreditar que este comportamento seja baseado no valor intrínseco ou em fluxo de caixa descontado.
6) Crença em tudo o que se lê — em geral, investidores são fisgados por histórias atraentes. Quantos não investiram nas “dotcom” no fim da década de 90 na crença de que a internet mudaria radicalmente o ambiente dos negócios? Outra ideia com forte apelo é o investimento em mercados emergentes devido ao maior crescimento de suas economias. O autor mostra estudo da DrKW com base no índice MSCI que prova o contrário. Mercados acionários de países com menor expectativa de crescimento têm apresentado retorno superior ao dos países emergentes. A evolução recente da economia brasileira e do Ibovespa comparada à do PIB americano e  do índice S&P 500 parecem corroborar o estudo. Cuidado com as teses de investimento charmosas!
7) Decisões baseadas em consenso – a crença geral é a de que as decisões feitas em grupo são melhores do que as feitas individualmente, pois permitem a troca de ideias e compensam os vieses individuais. Contudo, estudos mostram que essa prática reduz o debate, pois se evitam ideias polêmicas. Membros do grupo buscam o reconhecimento de seus pares e, logo, tendem a defender apenas os conceitos bem aceitos pelo grupo.
O investidor leitor (como eu) pode não concordar com todos estes pecados, mas não custa nada tê-los em mente.


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05 julho, 2013

Como aplicar os valores da sua empresa no dia-a-dia

Escrito por Millor Machado, sócio-fundador da rede social Empreendemia
Como comentei no artigo sobre as características que os sócios da sua startup precisam ter em comum, definir os valores da empresa é uma das tarefas mais importantes no início da sua empresa.
Colocar valores legais no papel é algo bastante simples, mas realmente vivê-los na prática é bem mais difícil. É o que se diz: para poder cobrar, você tem que dar o exemplo.
Além disso, sempre que uma decisão sai do campo do “óbvio”, recorrer aos valores é sempre uma grande ajuda pra conflitos ou problemas mais complicados.
Por exemplo, uma vez estávamos discutindo sobre uma prática muito comum no mundo das empresas nascentes, a compra de anúncios para uma página de demonstração, sem que houvesse produto construído.
A vantagem dessa prática é que torna possível fazer um teste de demanda sem a necessidade de investir tempo no seu desenvolvimento. Se ninguém quiser nem clicar em um “Saiba mais”, dificilmente irão comprar o produto. Ou seja, evitaríamos a dor de cabeça de criar algo que ninguém queria.
Por outro lado, essa é uma prática que pode frustrar o cliente, já que ao clicar em “Saiba mais”, ele veria uma página vazia.
Depois de certo tempo de discussão, um argumento mudou tudo: “Um dos nossos valores é: criar utilidade para nossos clientes. Não podemos entregar algo que não funciona!”.
Com isso em mente, fizemos algo inusitado: apontamos os anúncios para concorrentes. Com isso, medimos o interesse dos clientes ao mesmo tempo em que eles teriam o que estava sendo prometido no anúncio. Ajudar o concorrente era um problema menor do que ferir um dos valores. E você, já precisou recorrer aos valores da sua empresa para tomar decisões? Compartilhe sua história conosco.

04 julho, 2013

FGV Ensino Médio Gratuito.

A Fundação Getúlio Vargas está envolvida nos debates sobre a educação no Brasil desde meados do século XX.
Sua atuação iniciou-se em 1950, quando foi criado o Colégio Nova Friburgo, escola que implantou práticas pedagógicas inovadoras, tornando-se modelo de excelência e inovação nos ensinos fundamental e médio. Em 1971, o Instituto de Estudos Avançados em Educação (IESAE) surgiu para promover discussões e formas alternativas de lidar com as questões educacionais.
Nessa linha de ação, foi lançado, em 2003, o programa FGV Ensino Médio, com o objetivo de promover discussões sobre as questões relacionadas ao ensino médio no Brasil. A Fundação Getúlio Vargas disponibiliza seu conhecimento e experiência para pensar um assunto fundamental na realidade social brasileira.
O FGV Ensino Médio é um fórum para troca de experiências entre os professores que pretende aproximar o saber acadêmico e o conhecimento escolar. A produção de materiais didáticos e a realização de seminários são formas de atuação do programa, que tem o objetivo de aprimorar a qualidade do ensino em todo o País. A Fundação Getulio Vargas busca promover a melhoria na formação educacional dos jovens e, dessa forma, contribuir para diminuir as desigualdades sociais.

http://ensinomediodigital.fgv.br/
Coordenação: Professora Marieta de Moraes Ferreira

03 julho, 2013

O Projeto Shell Iniciativa Empreendedora

O Projeto Shell Iniciativa Empreendedora é um programa gratuito de capacitação para criação e gestão de pequenas empresas, que estimula o desenvolvimento de oportunidades econômicas e sociais. Oferece suporte ao surgimento, gestão e formalização de empreendedores locais para que sejam inseridos na cadeia de valor do setor de Óleo e Gás. 
O programa abrange 12 municípios no Norte do Estado do Rio de Janeiro e no Sul do Estado do Espírito Santo:
Polo Fluminense: Macaé (com ações nos municípios de Armação de Búzios, Campos dos Goytacazes, Cabo Frio, São Francisco de Itabapoana e São João da Barra).
Polo Capixaba: Vila Velha (com ações nos municípios de Anchieta, Itapemirim, Piúma e Presidente Kennedy, e Marataízes).
Para participar ,  basta ter mais de 20 anos, já ter um negócio ou ter vontade de ter seu próprio empreendimento. 

Inscrições no site: www.iniciativaempreendedora.org.br